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Na semana passada, o Brasil inaugurou o que se pode chamar de primeira consulta pública colaborativa do mundo.
O Ministério da Justiça lançou o Marco Regulatório Civil da Internet, uma consulta pública em formato de blog que vai definir os direitos e responsabilidades básicas no uso da rede mundial. O texto-base foi elaborado pelo Ministério da Justiça em parceria com o Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas (FGV) do Rio. São três eixos de discussão: direitos individuais e coletivos, responsabilidade dos atores e diretrizes governamentais.
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No blog em que internauta pode votar para ranquear, positiva ou negativamente, as contribuições dos demais, há o seguinte texto de apresentação: "A iniciativa parte do pressuposto que a participação popular pode enriquecer o processo de construção de nossas leis. O conhecimento coletivo e voluntário pode - e deve - ser usado para aperfeiçoar a elaboração legislativa em nosso paÃs. Nosso processo legislativo já possui alguns mecanismos de participação popular, como as audiências e consultas públicas. É hora, no entanto, de dar um passo adiante. E a Internet é a ferramenta para permitir que a participação esteja ao alcance de cada cidadão".
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Os votos dos internautas servirão para nortear a equipe de redação sobre as preferências, opiniões e interesses dos participantes, contribuindo para a formulação da proposta. A partir dessa discussão coletiva, o texto será aos poucos modificado.
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Ao final desta primeira etapa, será elaborada uma proposta de anteprojeto de lei, que levará em consideração os debates realizados. Na segunda fase, a discussão terá o mesmo formato, mas ocorrerá em torno da minuta de anteprojeto de lei. Mais uma vez, cada artigo, parágrafo, inciso ou alÃnea estará aberto para apresentação de comentário por qualquer interessado.
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Segundo o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay, o marco deve tratar somente das responsabilidades de provedores e usuários, para regulamentar direitos fundamentais como a privacidade e a liberdade de expressão, sem entrar nas áreas dos crimes cibernéticos, direitos autorais ou da regulamentação de telecomunicações.
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O objetivo é definir diretrizes para a ação governamental - em relação à regulação e formulação de polÃticas públicas para a Internet. A proposta é reconhecer, proteger e regulamentar direitos fundamentais dos indivÃduos, bem como estabelecer com clareza a delimitação da responsabilidade civil de quem atua na rede como prestador de serviço.
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Segundo o ministro da Justiça, Tarso Genro, a iniciativa de consultar a população é um instrumento de ampliação da democracia no Brasil. "O marco é uma metodologia de construção para que garantir a expansão da liberdade e da democracia dentro da Internet. Isso não significa qualquer contemplação para o delito ou uso da Internet para fins ilegais. Significa ampliar o potencial de liberdade via informação e produção de cultura através da Internet", ressaltou.
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Atualmente, as decisões judiciais sobre os casos de desrespeito à privacidade ou à liberdade de expressão não possuem uma regulação a ser seguida e, portanto, cada juiz decide de forma aleatória. "O marco dá um norte para a Justiça, para que as decisões possam ser parecidas. E tanto o usuário, quanto o provedor e aquele que vai investir na internet vai conhecer o terreno que está pisando", disse Abravomay.
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As discussões também podem ser acompanhadas pelo twitter do Marco Civil. Para comentar utilize a tag #marcocivil.
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Fontes: Convergência Digital
Link - Estadao.com.br |
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