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Uma comissão de dez pessoas se reuniu, no último 17 de junho, para discutir o futuro das viagens espaciais tripuladas por pessoas, nos Estados Unidos.
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O objetivo do painel era analisar o Projeto Constelação da NASA, que pretende enviar seres humanos para a Estação Espacial Internacional (ISS), à Lua e, talvez, à Marte.
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O evento aconteceu no momento em que o ônibus espacial (Space Shuttle) está próximo de se aposentar. O novo sistema Aires tem previsão de ser lançado somente depois de 2015, o que causaria uma interrupção de cinco anos ou mais nos lançamentos realizados pelos Estados Unidos.
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Conhecido como "Comitê Agostinho", em homenagem ao nome do seu presidente Norman Augustine, a comissão também é composta por antigos astronautas, executivos da indústria, engenheiros e especialistas de aviação civil do programa espacial. Além disso, contam com uma equipe de apoio técnico da NASA.
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O Projeto Constelação, por sua vez, tem sido duramente criticado pela arquitetura, desenho do veÃculo Ares-I, falta de entrega de datas e por ter excedido o orçamento. Tanto que um pedido especial foi feito ao presidente do Comitê para realizar uma análise independente sobre essa questão.
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Durante um discurso no MIT, Instituto Tecnológico de Massachusetts, John Holdren, diretor do Escritório de PolÃtica CientÃfica e Tecnológica da Casa Branca, destacou três grandes questões a serem consideradas pelo painel: possibilidade de diminuir o intervalo de tempo de lançamentos, opções existentes para extender a utilização da Estação Espacial Internacional até depois de 2016, e qual seria o calendário de missões para além da órbita terrestre baixa (OTB), dadas as restrições existentes no orçamento.
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Outro ponto a ser considerado é o equilÃbrio entre humanos e robôs nas missões. Poderia haver, entre elas, missões precursoras para a Lua e Marte a fim de preparar o terreno para exploração humana, em vez de somente realizar missões com elementos robóticos. É necessário decidir também quais oportunidades existentes para as colaborações internacionais, e como estimular ainda mais a capacidade para realizar vôos espaciais comerciais - a NASA já firmou contratos com duas companhias espaciais, SpaceX e Orbital Sciences, para transportar carga ao ISS. O painel também deve considerar se os Estados Unidos devem continuar a ser envolvidos na ISS após 2015. "Não podemos voltar à Lua e utilizar a Estação Internacional ao mesmo tempo, tendo o orçamento que temos", disse Logsdon. "Temos de definir uma meta, um calendário, ou aumentar o orçamento".
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Tecnologias alternativas que também podem ser levadas em consideração inclui, principalmente, o desenvolvimento de um "VeÃculo de Lançamento Descartável" (EELV, em inglês). Financiado pelo departamento de Defesa, o novo veÃculo poderá ser baseado nos foguetes já existentes, como Atlas e Delta, bem como em outros elementos dos atuais meios de transporte espaciais.
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Entretanto, o comitê foi criado para analisar a situação e apenas sugerir recomendações. Relatórios com todas as descobertas e conclusões finais deverão ser entregues para a Casa Branca, Holdren, e Charles Bolden - novo diretor da NASA.
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Algo que, até o momento, parece incerto e dificulta as decisões do Comitê Agostinho é sobre a questão do orçamento. Um projeto de lei que foi enviado à Câmara dos Representantes pedia o corte de $700 milhões dos $3900 milhões solicitados pela administração de Obama para o Projeto Constelação.
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Ainda que administração envie um novo orçamento, uma vez que tenha conhecimento das recomendações feitas pelo comitê, Ueberlhart Scott - membro do grupo de pesquisa sobre o Espaço, PolÃtica e Sociedade da NASA, afirma que estas discrepâncias levantam dúvidas sobre o campo de ação do Comitê Agostinho. "A questão é saber se o painel tem poder de decidir, independentemente do custo, os melhores planos, ou se terão o desafio de ter um orçamento limitando os planos de ações."
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Sem poder avaliar os vôos espaciais com humanos frente a outros tipos de prioridades como, por exemplo, os satélites de observação da terra ou os telescópios de ciência espacial em órbita, não está claro até que ponto os resultados do painel ajudarão a configurar um plano detalhado para os vôos espaciais futuros. Com um orçamento que está sendo cada vez mais reduzido, a administração e o Congresso terão de fazer uma estimativa da quantidade de projetos que a NASA será capaz de desempenhar com segurança uma vez que comissão conclua sua revisão.
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Ainda assim, acredita-se que a influência do Comitê Agostinho será significativa e essencial para o futuro da NASA e do paÃs no espaço.
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Fonte: Technology Review.
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